25 de abril: celebrar com Cultura

Peniche até à madrugada de 27.
8 de agosto de 2020

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Peniche até à madrugada de 27.

O Museu Nacional Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche, que no ano passado foi palco das celebrações dos 45 anos do 25 de abril, concebeu este ano um programa online, em alternativa ao original, que revela o trabalho que tem vindo a ser realizado pelo Museu e que contempla o envolvimento dos públicos mais jovens. Assim, está a ser desenvolvido um vídeo coletivo que reúne as gravações individualmente feitas por 30 crianças e jovens que, juntas, constituem uma fita do tempo da Revolução de Abril, com início às 22h00 do dia 24 de abril e terminando com a libertação dos presos da Cadeia de Peniche na madrugada do dia 27 de abril de 1974.

25 de abril: celebrar com Cultura
Um vídeo coletivo que nos vai revelando a fita do tempo, em Peniche, muitas propostas de cinema para ver em casa ou o acesso inédito ao bloco de apontamentos do militar e revolucionário Ernesto Melo Antunes: são estas algumas das iniciativas, até agora divulgadas, que os organismos tutelados pelo Ministério da Cultura nos propõem para celebrar os 46 anos do 25 de abril de 1974

Os diretores artísticos dos Teatros Nacionais – D. Maria e São Carlos, em Lisboa, e São João, no Porto – e também da Companhia Nacional de Bailado, darão corpo ao desafio deixado pelo Primeiro-Ministro de criarem uma programação online para celebrar a Revolução de Abril, num ano em que não poderemos estar juntos nas ruas e nas comemorações na Residência Oficial, em São Bento.

No Museu Nacional do Teatro e da Dança, em Lisboa, no âmbito da rubrica diária Porque o Palco é a Vida! O Museu em casa, criada para o contexto que atravessamos, serão disponibilizadas online no dia 24 imagens de textos/livros objeto de intervenção da Censura, especificamente do dramaturgo Bertolt Brecht, acompanhadas de um texto, da autoria do diretor do Museu, sobre a Censura no Teatro no período da ditadura. No dia 25 de abril serão disponibilizadas imagens de espetáculos do mesmo dramaturgo, com destaque para Mãe Coragem.

O Panteão Nacional assinalará o dia com a publicação do poema Liberdade de Sophia de Mello Breyner Andresen, no seu site, página de facebook e Instagram. Em Coimbra, o Museu Nacional de Machado de Castro tem prevista a publicação nas redes sociais uma peça da coleção (Colcha em seda, séc. XVIII) bordada com cravos vermelhos, com texto alusivo à Revolução dos Cravos. Como ao sábado a grelha de programação da quarentena (cf.’ Newsletter da Quarentena’) dedica o dia aos mais novos e famílias (‘Museomania’), a equipa publicará também mais um desenho da peça para colecionar e colorir, em duas versões: o medalhão central para os mais novos e o padrão para jovens/adultos.

Filmes da Revolução

Para celebrar o 25 de abril, a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema vai disponibilizar no seu site 20 títulos dedicados ao tema. São 11 longas-metragens e 12 números do Jornal Cinematográfico, e estarão disponíveis online a partir do dia 24 de abril e até ao dia 14 de maio.

Entre os filmes estão Brandos Costumes (de Alberto Seixas Santos, 1974), Scenes from the Class Struggle in Portugal (de Philip Spinelli e Robert Kramer, 1975) e Gestos e Fragmentos (também de Alberto Seixas Santos, 1982) – filme que deu o título à programação online da Cinemateca, iniciada a 13 de abril.

Será também disponibilizado o filme As Armas e o Povo (filme coletivo, 1975), que retrata os dias intensos entre o 25 de abril e o 1º de maio de 1974. Este é um dos filmes mais emblemáticos da revolução portuguesa, no qual participaram de uma forma ativa inúmeros realizadores e técnicos do cinema português. As Armas e o Povo, recentemente digitalizado pela Cinemateca Portuguesa, será ainda exibido na RTP1 no dia 25 de abril às 22h00.

Neste mês de abril, também o Plano Nacional de Cinema também celebra a liberdade. Para isso, nada melhor do que ver, ouvir e ler sobre revoluções e factos políticos e sociais marcantes, a partir de algumas grandes propostas do cinema nesta matéria. Propõem-se sete filmes portugueses, curtas e longas-metragens, de ficção e documentário, para além do visionamento de peças do arquivo da RTP e de outras entidades.

Brandos Costumes (Alberto Seixas Santos, 1975), Cinco Dias Cinco Noites (José Fonseca e Costa, 1996), Capitães de Abril (Maria de Medeiros, 2000) e As Armas e o Povo (filme coletivo, 1975) passarão na RTP entre os dias 25 e 26 abril. 25 de Abril – Uma Aventura para a Demokracia (Edgar Pêra, 2000) e as curtas-metragens Amanhã (Solveig Nordlund, 2003) e Antes de Amanhã (Gonçalo Galvão Teles, 2007) estão disponíveis online. Esta última conta com Filipe Duarte como protagonista, homenageando assim o ator.

Bloco de Melo Antunes

Do lado da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo divulga um documento fundamental para a institucionalização do nosso regime democrático, o Caderno de Apontamentos com o programa do Movimento das Forças Armadas, da autoria de Ernesto Melo Antunes, militar oposicionista, homem de cultura e revolucionário. Este Bloco, datado de março a abril de 1974, é um manuscrito com 26 páginas, que contém o Programa de ação política do Movimento de Oficiais das Formas Armadas.

Informação em constante atualização:

Cinemateca

Plano Nacional de Cinema

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Biblioteca Nacional de Portugal

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Fonte: Culturacovid19