Monumento Nacional

Home | Conhecer

 

Descrição

Fortaleza de traçado abaluartado correspondente à cidadela da vila e praça de guerra, apresentando planta poligonal irregular, constituída por duas estruturas em redente (compostas por dois meios baluartes), um baluarte e respectivas cortinas, um fortim de planta circular e um revelim de protecção à única porta; cercada por fosso aquático na frente de terra e escarpa rochosa na frente de mar. Complementada com frente urbana abaluartada que defende istmo, composta por um forte, quatro meios baluartes, um baluarte e correspondentes cortinas. Optimização das peculiaridades orográficas da região, visível nas diversas construções militares realizadas em torno da península de Peniche, tornando-o numa espécie de ilha inexpugnável: a S. a Fortaleza/cidadela, a O. Fortim de Santo António, Bateria do Porto da Areia, Bateria do Carreiro do Cabo e Fortim de Nossa Senhora da Vitória; a N. o Forte de Nossa Senhora da Luz e a Bateria do Quebrado; a E. o Forte das Cabanas, a frente urbana abaluartada. Estruturas defensivas articuladas com os fortes da Berlenga e da Consolação e o fortim do Baleal. Empreitada que envolveu arquitectos e engenheiros de renome nacional e internacional, cuja intervenção foi norteada pela visão de defesa conjunta do sítio de Peniche e do Reino de Portugal, com o fito da defesa de Lisboa. Modernidade do Fortim do Redondo (1557/58) que cristaliza a erudição renascentista teorizada por Albrecht Dürer no seu tratado de 1527, anterior ao Forte do Bugio da autoria de Casale (1593). Porta do Palácio do Governador reproduz, na íntegra, a proposta de Sebastiano Serlio (L’architettura…Il Libro IV). Adaptação da primitiva estrutura militar a estabelecimento prisional iniciada em 1807. Importante símbolo da história contemporânea portuguesa ao ter servido de prisão política durante o Estado Novo.

Proteção

Categoria: MN – Monumento Nacional, Decreto nº 28 536, DG, 1.ª série, n.º 66 de 22 março 1938 / ZEP / Zona “non aedificandi”, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 71 de 24 março 1967 *1

Acessos

Campo da República. WGS84 (graus decimais) lat: 39.353120 long:-9.381238

Enquadramento

Urbano, marítimo e isolado. Localiza-se no extremo S. da península de Peniche, a O. do istmo onde se situa o Forte das Cabanas e a frente urbana abaluartada. A Fortaleza de São Francisco corresponde à cidadela da vila de Peniche e articula-se com a cortina de terra que defendia o núcleo urbano (v. PT031014010031). Implanta-se sobre escarpa rochosa, sobranceira à Ribeira Velha ou Portinho (onde atualmente se lança o molhe em betão do porto de pesca) e liga-se no outro extremo ao Alto da Vila. Este sistema defensivo, que visava proteger a península de Peniche, Lisboa e o Reino, conjugava um conjunto de estruturas fortificadas de mais vasto âmbito territorial: a NO. o Forte de São João Baptista, nas Berlengas (v. PT031014040003); a S. com o Forte de Nossa Senhora da Consolação, na praia da Consolação (v. PT031014020009); a N. o Fortim do Baleal, na praia do Baleal e já desaparecido, o Forte de Nossa Senhora da Luz (em ruína) e a Bateria do Quebrado, derruída. A O. o Fortim de Nossa Senhora da Vitória, a Bateria do Carreiro do Cabo, a Bateria do Porto da Areia e o Fortim de Santo António, todos situados na povoação mas também hoje inexistentes.

Utilização inicial

Militar: fortaleza / frente fortificada

Utilização atual

Cultural e recreativa: monumento / Cultural e recreativa: marco histórico-cultural
Museu Nacional Resistência e Liberdade.

Propriedade

Pública: Estado

Afetação

Direção-Geral do Património Cultural, Portaria n.º 260/2017, DR, 2.ª série, n.º 173/2017 de 07 setembro 2017

Época Construção

Séc. XVI / XVII / XVIII / XX

Arquiteto / Construtor / Autor
ARQUITETOS CIVIS: Rodrigues Lima (1951); João de Almeida (1978); João Barros Matos (2019); ENGENHEIROS MILITARES: Diogo Teles (atrib. 1557/58); Gonçalo de Torralva (1572); Filippo Terzi (1589); Leonardo Turriano (1605); Luís Gabriel (1609); João Ballesteros (1641); Simão Falónio (1641); Charles Lassart (1642); João Turriano (1649/50); Nicolau de Langres (1650); Jean Gilot (1650); Gaspar Pinheiro Lobo (1653); Gonçalo Pires de Carvalho (1653); Philippe Guiteau (1653); Simão Mateus (1657); Eusébio Dias Azedo (1800). ENGENHEIROS CIVIS: João Manuel Bessa Pinto (2018/2019). ESCULTOR: José Aurélio (2017).